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Denilson se emociona ao comentar sobre empresário que o roubou

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Acompanhamos muitas notícias e matérias sobre empresários e ninguém sabe realmente a verdade.

Denilson, ex São Paulo, Palmeiras, Betis e Seleção Brasileira, em entrevista ao programa Papo de Boleiro falou sobre o empresário que trabalhava na época porém não citou nome, mas se emocionou não somente por alguns pares de milhões que perdeu, mas sim pela pessoa que confiava cegamente ter o “roubado”.

Sabemos que esta profissão, mesmo que não regulamentada, move muitos negócios e realmente não são claros. Existem os Agentes FIFA, onde há uma regulamentação porém ninguém respeita totalmente, sejam os jogadores, clubes ou os próprios agentes, e a FIFA há anos faz de tudo para abolir.

Seriam interessantes mais relatos de jogadores expondo o que passaram com seus empresários sejam eles bons ou ruins e assim o leitor poderia saber um pouco mais da verdade de cada um, além do perfil. Sabemos que vira e mexe, as mesmas pessoas aparecem no mercado. Vejo depoimentos ainda muito mascarados e defendo a forma clara de expor.

O leitor acompanha as matérias, nós sabemos quem é quem, pois estamos no meio.

O mercado necessita de pessoas de pulso, que falem o que pensam e façam evoluir esta profissão que é tão importante para a evolução do futebol.

Somos uma das maiores partes da engrenagem do futebol, mas poucos sabem disto.

Como expus no programa do João Batista Filho e do Fiorin na Rádio Guaíba, quando me perguntaram sobre o meio “sujo” do futebol, disse não saber se a palavra “sujo” não seria um pouco forte, mas é um meio totalmente antiético, onde os negócios não são muito transparentes, pois alguns “profissionais” fazem questão que sejam confusos.

Vale a pena conferir a entrevista do Denilson falando a verdade sobre sua relação com o antigo empresário. O depoimento começa no minuto 09:39 para quem não quer ver toda a história:

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Os Donos da Bola

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Em matéria escrita por Jones Lopes da Silva, Paulo Germano e Guilherme Becker, iniciada no domingo e que irá até a próxima quarta-feira, agentes e jogadores foram entrevistados e analisando dois textos, há opiniões divergentes entre os depoimentos dos empresários e o jogador entrevistado.

Todos tem suas razões e cada um trabalha de acordo com seu perfil e planejamento, visto que todos tiveram sucesso.

Ao acompanhar a entrevista do jogador Tinga, fiquei realmente impressionado com a leitura que faz do mercado.

Ele tem meu apoio no momento em que expõe que os jogadores estão esquecendo de jogar e apenas preocupando-se em TER.

Claro que isto é uma lógica de mercado onde, quem tem mais, leva, porém tais posturas prostituem o mercado e frenam quem pensa em evoluir o futebol, pois tudo reflete no mesmo fim: jogar futebol.

Gostei do assunto e acho muito pertinente.

Como estamos próximos a estes dois lados, quem sabe possamos acrescentar alguns detalhes ao longo das próximas matérias exibidas.

 

Veja alguns trechos ditos nas duas matérias:

Empresários

“– Parabéns pelo filho, seu Nilson. Vamos jantar na semana que vem, sim – e, quando desliga, é questionado pela reportagem sobre quanto gastará para obter a procuração do rapaz, um lateral promissor.”

– Acho que uns R$ 30 mil ou R$ 40 mil. Talvez um carrinho para o pai – calcula ele, para refletir em seguida: – Somos uma empresa que precisa de mercadoria para vender.”

“– Nossa profissão é malvista porque poucos são sérios. Tem muito picareta mesmo.

Tinga

“— Os caras estão esquecendo de jogar futebol, estão saindo do foco. Não sei dizer se essa geração é preguiçosa, mas o mercado proporciona essa bajulação toda. Não penso em trabalhar com isso. Eu não teria estômago para ver um guri de 15 anos me exigir carro ou dinheiro.”

“— O resumo de tudo é jogar bola. Ninguém quer saber como e por que o Neymar se tornou esse grande jogador. Querem saber quem é o empresário dele. É uma reclamação constante entre muitos jovens jogadores: “não joguei porque meu empresário não era bom”. Mas como? O empresário vai entrar em campo e jogar? — questiona.”

“Antes de jogar, o garoto exige uma chuteira de marca. Antes de marcar gols, quer dinheiro. Antes de ir à Seleção, deseja ser tachado de craque. Convive com a estética como uma causa, não como uma consequência. Fadado ao sucesso, abraça o fracasso.”

“— Para o jogador, é mais fácil. É um caminho para não fazer outra coisa. O empresário não sabe como fazer, mas dá um carro para o pai do menino de 14 anos e “se garante”. Não entende de futebol, mas, se o guri estourar, está “garantido”.”

 

Confira as matérias:

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/esportes/noticia/2012/11/jorge-machado-e-gilmar-veloz-empresarios-dos-milhoes-3946320.html

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/esportes/noticia/2012/11/em-entrevista-tinga-fala-sobre-a-relacao-jogador-x-empresario-os-caras-estao-esquecendo-de-jogar-futebol-3946820.html

Rotulo dos empresários de futebol

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A novela das 21h da Globo, “Avenida Brasil”, vem mostrando um pouco da vida dos jogadores de futebol e, consequentemente, aborda também a questão dos empresários de futebol. No capítulo do dia 6 de abril, apareceu um jogador tentando a vida e chegando na rodoviária, com um agente a sua espera.

A forma de abordagem, de vestir e conversar mostram realmente como lida o empresário de futebol com os jogadores e também com o mercado. O autor da novela conseguiu explorar com exatidão o perfil de como as pessoas veem o empresário de futebol: modelo de picareta. Infelizmente, junto ao público em geral ainda temos esse rótulo, pois os antigos perfis desse “profissional” deixaram estigmatizado esse estereótipo.

Vejo muitos jovens empresários lutando para modificar esta péssima imagem que nossos “antepassados” nos deixaram como “herança”, buscando profissionalização e ética na relação com os atletas. Surpreende-me que, mesmo assim, ainda haja alguns que insistem em ter as mesmas atitudes de décadas atrás.

Espero que aos poucos esse segmento de mercado se profissionalize e, principalmente, que disponha de pessoas que tenham estudo, cultura e valores morais para atuar numa área que lida com sonhos e diretamente com a vida e o futuro de pessoas.

O Poder do apoio na Recuperação de um Atleta

quarta-feira, 28 de março de 2012

Há um filme chamado Just Wright (Jogada Certa), de 2010, com a Queen Latifah, que é uma ótima indicação para quem possa ver, pois mostra uma lição de vida sensacional. Conta a história de um jogador de basquete que é o astro de um time, porém sofre uma lesão de ligamentos e se vê, por alguns instantes, sem saída e com uma tremenda baixa estima. Enquanto via o filme, refletia o que vejo com meus próprios olhos acontecer no futebol.

Quando tudo estava bem, o jogador em alta e com bom contrato, as pessoas estavam na sua volta e eram só sorrisos. No momento da lesão e diante da possibilidade de não mais voltar a jogar e de não ter seu contrato renovado, as coisas vão virando e é justamente quando tudo acontece e os sorrisos desaparecem.

Mas não estou aqui para contar o filme e muito menos para criticar atitudes, pois sabemos que há exceções em qualquer caso. Quero apenas traçar um paralelo com o que acontece no futebol diariamente. Muitas são as histórias e elas sempre existirão. Sorte dos que não passam por isto ou daqueles que tem a capacidade de prever e ter pessoas que possam ajudar nesta superação.

A capacidade da pessoa que ajuda na recuperação é extremamente importante, pois não colabora somente em recuperar a lesão física, mas também a “lesão” psicológica, geralmente a mais dolorosa. No filme, antes de mais nada, esse auxiliar preocupou-se em recuperar a auto-estima do atleta e mostrar o que ele representava aos outros e a ele próprio, recordando-lhe de suas origens. Enxergar sua longa e dura história de dor e sucesso o fez levantar a cabeça e ver que estava apenas diante de mais um dos obstáculos para a próxima vitória.

Este papel é de extrema importância na vida do atleta, pois ele é um ser humano e sucesso depende de sua saúde física, que está relacionada com a saúde mental. Geralmente este posto é atribuído à família e ao agente (empresário, procurador, como quer que seja chamado), que no futebol são as pessoas mais próximas.

Outro fato importante do filme é o reconhecimento que o atleta teve com a pessoa que o fez retornar ao trabalho. Ela foi a base da recuperação. No momento que o atleta se viu sem saída, havia uma mente brilhante para iluminar seus passos e fazê-lo retomar sua trajetória correta. Da mesma forma que o levou a relembrar suas origens e ver o quanto ele era reconhecido pelo que fez, o atleta não hesitou em reconhecer a importância que esta pessoa teve na fase de recuperação. Este é um dos maiores “pagamentos” que se pode fazer a um profissional: o reconhecimento.

Estes dois atos, em conjunto, fazem evoluir, pois geram harmonia em ambos os lados: o bom profissional que incentiva e apoia com seu trabalho e o atleta que o recebe e vê em si o próprio o resultado e transparece o reconhecimento com ações. Esta é uma cadeia harmoniosa natural que ajuda a dar sequência não somente no exemplo em questão, mas em tudo que fazemos na vida.

Adaptação na Europa: Uma tarefa difícil

sábado, 26 de novembro de 2011

Adaptar-se à Europa não é tarefa fácil. E não falo somente para os jogadores de futebol, mas para qualquer pessoa. Porém, como o foco de nossas conversas é o futebol, façamos uma reflexão sobre isso.

Vivendo na Europa, onde estou desde o ano passado, nota-se uma grande dificuldade de inserir-se na cultura local, pois os hábitos são realmente muito distintos. Ao trocar a sua “casa” por “outra”, tudo muda, suas coisas estão fora de lugar. E até conseguir se estabilizar, organizar as gavetas, entender horários, compreender a reação das pessoas à determinadas situações e deixar tudo certo leva um certo tempo.

Talvez este ponto seja uma das principais dificuldades dos jogadores, pois o futebol de hoje é dinâmico e não espera. Conseguir equilibrar adaptação e resultado satisfatório rápido não é muito comum, eu diria até que são raros os casos de sucesso. Além da mudança cultural, soma-se o fato de os jogadores irem, na grande maioria dos casos, muito jovens para a Europa. Com a “cobrança” de mostrarem resultado imediato, mais a mudança de hábitos e a distância das pessoas mais próximas, muitas vezes nem conseguem permanecer.

E é neste momento que o jogador mais necessita de uma estrutura planejada e organizada. Na chegada, nos primeiros meses no país, é que tudo precisa estar alinhavado para que o atleta possa superar problemas com a língua, com a culinária, com a logística do dia a dia, evitando que esses pequenos detalhes tornem-se grandes problemas e que venham a reprimí-lo ou desmotivá-lo na sequência.

Por isso, os jogadores precisam ser cada vez mais profissionais e, claro, estarem cercados de pessoas que também têm uma visão ampla em relação à evolução que o futebol vem tendo. Isto poderá minimizar a margem de erro na adaptação, superando até mesmo as expectativas do clube e dele próprio.

Um novo momento, uma nova leitura, um Novo Futebol

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Primeiramente gostaria de me apresentar.

Chamo-me Luiz Paulo Chignall. Sou empresário e gerencio carreiras de jogadores de futebol.

Durante alguns anos venho trabalhando e, principalmente, estudando as tendências para entender como funciona esse mercado que é, diríamos, “um pouco” distinto dos demais. Por ser minha profissão e minha vida, sinto-me na obrigação de acrescentar.

Sempre fiz questão de deixar claro que não gostaria simplesmente de trabalhar com Futebol, mas de construir uma carreira planejada dentro dele. Ter sucesso ou não, dependeria somente do meu próprio trabalho.

Então, esse espaço foi criado justamente com a intenção de expor e trocar experiências relativas à evolução do futebol.

Será muito gratificante ter a participação de profissionais envolvidos direta e indiretamente  com o futebol, assim como pessoas de outras áreas que entendam que podemos adaptar modelos de negócios e de administração advindas de suas áreas. Somente dessa forma, o Novo Futebol terá sentido para mim.

Observando a forma como se move o mercado há alguns anos, comecei a utilizar a nomenclatura Novo Futebol exatamente devido à grande necessidade que, principalmente o Brasil, tem de evoluir. Então resolvi ter um espaço para troca de informações e experiências.

Vivemos, neste momento, uma reciclagem no mercado do futebol e nós fazemos parte dela.

Bem-vindos ao Novo Futebol.